Pelo segundo ano consecutivo, uma produção internacional levou o Oscar de Melhor Animação, consolidando uma nova fase na premiação e destacando a diversidade no cinema animado.
Em 2024, o Japão brilhou com “O Menino e a Garça”, do Studio Ghibli, uma obra-prima feita quase inteiramente à mão. O filme levou sete anos para ser concluído e impressionou pelo seu visual deslumbrante e narrativa que mistura fantasia e emoção. Naquele ano, grandes produções americanas, como “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso” (Sony), “Nimona” (Netflix) e “Elementos” (Disney), ficaram sem a estatueta.
Já em 2025, foi a vez da Letônia ganhar destaque com “Flow”, uma animação que chamou atenção tanto pela sua narrativa sensível quanto pelo seu processo de produção inovador. O filme foi desenvolvido utilizando o Blender, um software gratuito, e o diretor enfatizou como qualquer pessoa pode aprender a usá-lo, tornando a animação mais acessível. Mais uma vez, grandes estúdios americanos foram superados, incluindo “Divertida Mente 2” (Disney) e “Robô Selvagem” (DreamWorks).
O reconhecimento dessas animações internacionais reforça a diversidade e o talento presente no cenário da animação global, mostrando que histórias bem contadas e estilos únicos continuam a emocionar e conquistar públicos ao redor do mundo.

